Os Irmãos Solaris e Osiris

Os irmãos Deuses, Irmãos Sol e Lua, Os dois Cavalos Celestes. Essas são algumas das alcunhas dos mais cultuados deuses de Sunaeske.
São retratados como dois irmãos gêmeos, sendo que ambos receberam uma dádiva: um de reger a noite e outro, o dia, e o equilibrio de ambos rege sua duração e indicando a passagem do tempo entre as estações. Cada um dos dois deuses têm seu próprio templo e adoradores, mas ambos vivem em relativa paz entre si, salvo algumas festividades em que não são permitidos clérigos de um em comemorações de outro, e eclipses para estes clérigos significam que ambos estão em um fervoroso debate para as futuras gerações, então nenhuma festividade ou adoração deverá ser feita neste dia, para que nenhum lado se favoreça e o equilíbrio se mantenha.

A história mais contada nos templos sobre estes dois (cada Deus com sua versão) de forma mais imparcial é mais ou menos a seguinte:

Solaris e Osiris são dois irmãos filhos do tempo e da deusa natural (a mãe natureza não é cultuada, mas muito respeitada entre os clérigos), que, ao verem que seu pai havia deixado a existência e incumbido os dois de cuidarem das tarefas do mundo, decidiram dividir tudo entre si: Solaris ficou com o dia e todas as particularidades da luz, e Osiris cuidou de ficar com a noite e tudo que lhe coubesse.
Então, muito tempo depois, a criação estava em seu auge, Elfos, Humanos e Anões viviam em absoluta paz entre si, e Solaris os visitava sempre com orgulho e os presenteava com dádivas do conhecimento. Porém, todas essas criaturas eram diurnas, e Solaris ficava cada vez mais poderoso com as oferendas e agrados da criação. Osíris percebia tudo isso, e cada vez ficava mais fraco e triste, bem como invejoso por não ser cultuado, e muitas vezes amaldiçoado pelos fiéis diurnos, pois a noite não lhes permitia trabalhar ou sequer ver à noite.
Diante de tanta injustiça, Osíris juntou suas forças e rebelou-se contra seu irmão, tomando a foice do pai Tempo e declarando guerra ao Deus-sol, criando seus próprios seres, os chamados filhos-do-luar e seres sombrios, corrompendo Elfos e os tranformando em criaturas como Orcs e Goblins.
Então Solaris, para impedir seu irmão, mandou seus servos do dia em uma batalha do tempo de três dias e três noites, já que nem o sol nem a lua passaram pelos céus.
Porém, o tempo tinha se exilado, o que significa que, segundo as regras do mundo, tudo que deveria ser dele estaria inacessível aos outros deuses, e isso amaldiçoou Osíris, garantindo a vitória de Solaris. Osíris, banido, agora não podia pertencer nem ao reino dos vivos nem dos mortos inteiramente, permanecendo para sempre no Limbo.
Após mil anos de prisão no limbo, os dias não passavam, e muitas das criações do Deus-lua se esconderam nas cavernas escuras, e sem o sereno da bela noite, as plantas não mais cresciam devidamente, algumas delas inclusive criaram vida para fugir do sol escaldante, e os fiéis do sol clamaram ao deus que diminuísse sua força. Solaris, percebendo o que fizera, com medo de que seu irmão nunca mais pudesse voltar, clamou à mãe Natureza que trouxesse Osíris de volta. Ela disse “Osíris poderá voltar, mas a foice do tempo o clamou para denominar o tempo final das criaturas. Ele agora terá de pagar parte do tempo na terra dos mortos, e outra parte na terra dos vivos, seguindo o seu próprio ciclo, e não poderá voltar mais do que isso”. Solaris, embora pesaroso, aceitou, e então Osíris voltou de seu exílio no limbo, trazendo mais uma vez a lua e a noite de volta ao firmamento da noite. Porém, ele não poderia mais trazer a noite plena e clara do mesmo jeito que antes, e a cada dia que teria de passar o tempo na terra dos mortos, a lua se tornava mais fraca, e mais fina, até camuflar-se nos céus, assim como Osíris também se transformava: a mão que segura a foice permanentemente seria um esqueleto, símbolo do tempo da morte, e esta tomava o corpo do Deus-lua a cada dia até este se tornar um inteiro morto-vivo, noite esta em que a lua se tornava escura, depois deste dia, ele poderia voltar ao mundo dos vivos, voltando a ser a lua cheia.
Depois que Osíris voltara, muitos dos fiéis de Solaris agora viam a importância de seu irmão, e boa parte deles passaram a cultuar também Osíris, em honra da noite e do seu equilíbrio das estações.

Domínios

Solaris rege o sol, as ondas do fogo, o dia, o trabalho, o esforço, o calor, a vida e a ressurreição, é sabido que a real forma dele é a de um guerreiro com cabelos de fogo, mas é representado como um Alicórnio (Pégaso com chifre de unicórnio) dourado com asas e crina com cores de fogo vestindo uma armadura. Seu símbolo é um Alicórnio dourado sobre um Sol vermelho.

Osíris rege a lua, as correntes das águas, a noite, o descanso, o lazer, o frio, a morte e a reencarnação, é sabido que a real forma dele é a de um mago encapuzado segurando a foice do tempo com cabelos azuis e sua mão direita como a de um esqueleto, mas é representado como um Alicórnio prateado com Asas e Crina em tons de azul, e seu símbolo é um Alicórnio prateado cobre uma Lua crescente azul.

Tipos de Culto

Ambos os deuses possuem mutuamente templos em todas as cidades em que são cultuados, independente se Solaris é mais cultivado lá ou vice-versa, pois nenhum clérigo de Solaris ousa mexer nos domínios de Osíris e Vice-versa. Como eles mesmos dizem “um clérigo de Solaris reger um enterro? SACRILÉGIO!!”, ou “um clérigo de Osíris regendo um batizado? QUEREM MATAR O MENINO ANTES DELE VIVER!”. Por isso a importância dos dois.

Casamentos são cultuados em ambos os templos, os de Solaris são normalmente vistos como união de trabalho e esforço, bem como casamentos arranjados e mais duradouros, e os de Osíris são mais vistos como uniões mais amorosas e puramente prazerosas, muitas vezes curtas. Portanto, se um casal deseja ser bem-sucedido nos dois, deve casar-se com dois clérigos: um de Solaris, outro de Osíris.

Locais de Culto

Solaris costuma ter seus templos com duas entradas: uma voltada para o sol nascente, outra voltada para o sol poente, buscando sempre a iluminação, portanto é comum que em templos mais abastados os tetos das suas catedrais sejam de vidro ou outro material transparente e resistente aos raios solares. São sempre grandes, com espaços abertos e suntuosos, bem como fontes e locais ventilados.

Osíris, por outro lado, preza a escuridão e o frio, dado à preservação da sua forma meio-morta-viva, portanto os templos de Osíris são sempre em regiões mais baixas, muitas vezes debaixo da terra, o que faz parecer que os templos de Osíris são menores. Muito pelo contrário, a construção de catacumbas debaixo da terra são tão complexos que muitos ladrões de tumbas acabaram perdidos lá dentro, e lá mesmo fazendo sua própria tumba. Os espaços não são tão grandes, e a iluminação é feita com um fogo especial roxo que elimina o mau cheiro dos mortos, exceto em noites de lua cheia, pois os tetos dos templos são abertos e espelhos são utilizados, permitindo a entrada do Deus em seu local sagrado.

Cursiosidades

- Algumas músicas-fábula sobre o conto dos dois irmãos foram compostas para crianças, uma delas é essa:

Os Irmãos Solaris e Osiris

Sunaeske AnerolSevla